Aluguel por temporada vira rota de lavagem de dinheiro e acende alerta entre autoridades

Autoridades de segurança em diferentes regiões do país têm voltado a atenção para um novo movimento do crime organizado: o uso do aluguel por temporada como estratégia para esconder bens adquiridos com atividades ilegais e criar uma fonte de renda aparentemente regular. Especialistas apontam que a prática, facilitada por aplicativos de locação, cria um “ponto cego” que dificulta a fiscalização e favorece a lavagem de dinheiro.
No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil descobriu esse tipo de atuação enquanto investigava um grupo suspeito de homicídios, tráfico e extorsão. Durante a apuração, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) identificaram que os investigados haviam comprado imóveis no litoral norte e os colocavam para locação de curta duração, faturando com a atividade.
A descoberta levou à Operação Litus, deflagrada em maio de 2025, que resultou na denúncia de 16 pessoas.
A investigação no Rio Grande do Sul reforça a preocupação de autoridades com a expansão de mecanismos de lavagem de dinheiro em setores que, à primeira vista, parecem inofensivos, mas que oferecem brechas exploradas por organizações criminosas.
