Instituto Butantan busca voluntários com mais de 60 anos para teste de vacina contra gripe no Recife

O Instituto Butantan está recrutando, no Recife, voluntários com 60 anos ou mais para participar de um ensaio clínico de uma nova vacina adjuvada contra a gripe. A seleção é realizada pelo Plátano Centro de Pesquisa Clínica e integra um estudo nacional que pretende avaliar a eficácia e a segurança do imunizante em idosos. Ao todo, ainda faltam 990 participantes para que a meta de 7.200 voluntários seja alcançada em todo o país.
Podem participar homens e mulheres com 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou tenham doenças crônicas controladas, como diabetes e hipertensão. Pessoas com imunodeficiência, doenças não estabilizadas ou que tenham recebido vacina contra a gripe nos últimos 180 dias não poderão integrar a pesquisa.
A vacina em teste possui um adjuvante, substância adicionada à fórmula para potencializar a resposta imunológica do organismo. A tecnologia busca ampliar a proteção contra a influenza em idosos, grupo que apresenta maior risco de desenvolver complicações graves da doença.
Os participantes serão divididos em dois grupos. Metade receberá a vacina adjuvada desenvolvida pelo Instituto Butantan e a outra metade será imunizada com uma vacina de alta dose já disponível na rede privada para pessoas acima de 60 anos. Todos serão acompanhados por um período de seis meses.
Além do Recife, o estudo é realizado em outros 19 centros de pesquisa distribuídos por municípios dos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Dados do Boletim InfoGripe mostram que, em 2025, o Brasil registrou mais de 231 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 13.678 mortes. Quase metade dos óbitos ocorreu entre pessoas infectadas pelo vírus influenza A, principalmente idosos acima de 65 anos.
O Instituto Butantan fornece vacinas contra a gripe ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde 2013 e produz cerca de 80 milhões de doses por ano destinadas à rede pública de saúde.
Por Mirelly Rodrigues
