Surfistas de Pernambuco adotam novos hábitos para proteger o oceano

A relação dos surfistas pernambucanos com o mar tem passado por mudanças que vão além das ondas. Uma pesquisa do Instituto Ecosurf aponta que todos os entrevistados no estado afirmaram ter modificado a rotina para reduzir impactos ambientais, enquanto 72,7% dizem estar extremamente preocupados com a poluição plástica no oceano. O levantamento também mostra que 81,8% estão dispostos a participar de ações de preservação, um dos índices mais altos registrados no país.
Os dados fazem parte do Raio-X Ecosurf, estudo que ouviu 539 surfistas em todo o Brasil para medir a percepção da comunidade sobre conservação marinha, mudanças climáticas e participação em iniciativas ambientais. Em Pernambuco, foram analisadas respostas de 11 praticantes, que também se destacaram no conhecimento sobre leis e políticas públicas voltadas ao combate da poluição plástica: 72,7% afirmaram conhecer alguma legislação sobre o tema. O percentual supera estados com forte tradição no surfe, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. No extremo oposto está o Paraná, onde apenas 27,3% dos entrevistados disseram ter familiaridade com esse tipo de norma.
A pesquisa revela ainda que a preocupação com os efeitos das mudanças climáticas é quase unânime entre os surfistas pernambucanos. Para 90,9% deles, as alterações no clima já impactam o oceano e influenciam diretamente as condições para a prática do esporte.
Apesar do forte engajamento, o estudo mostra que a comunidade ainda vê espaço para avançar. Mais da metade dos entrevistados (54,5%) considera que o envolvimento dos próprios surfistas na proteção da natureza ainda não é suficiente.
