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Educação

Escolas têm papel fundamental no combate à violência contra meninas


  • 11 de julho de 2026 às 16h03min

Instituições de ensino devem acolher vítimas, acionar a rede de proteção e promover ações de prevenção e conscientização. (Foto: Reprodução)

Um caso envolvendo uma lista de cunho sexual com nomes de estudantes adolescentes em uma escola do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre o papel das instituições de ensino no enfrentamento à violência contra meninas. A situação, que expôs e constrangeu alunas, passou a ser investigada pelas autoridades, mas também trouxe atenção para a importância da prevenção dentro do ambiente escolar.

Especialistas destacam que a escola não deve atuar apenas após episódios de violência, mas desenvolver ações contínuas de conscientização, diálogo e formação dos estudantes. O ambiente escolar é apontado como um espaço de aprendizagem social, onde conflitos e situações de violência podem ser trabalhados para estimular o respeito e a convivência.

Nos casos em que há vítimas, a orientação é que a prioridade seja o acolhimento, com uma escuta cuidadosa que evite culpabilizar ou expor ainda mais a criança ou adolescente. A escola também deve identificar as situações, comunicar os órgãos responsáveis e acionar a rede de proteção, conforme previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além do atendimento às vítimas, especialistas ressaltam a importância de trabalhar com os responsáveis pelas agressões para compreender a gravidade dos atos e desenvolver processos educativos. Também é necessário discutir temas como igualdade de gênero, respeito e relações saudáveis, contribuindo para prevenir comportamentos violentos e combater a naturalização de atitudes de desqualificação e dominação.

A legislação brasileira prevê que as escolas participem do enfrentamento à violência contra meninas e mulheres por meio de ações educativas. Projetos, rodas de conversa e formação de profissionais da educação são apontados como ferramentas para promover ambientes mais seguros e reduzir situações de violência dentro e fora das instituições de ensino.

Por Millena Galvão