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Economia

IBGE estima safra de 347,4 milhões de toneladas de grãos em 2026


  • 14 de julho de 2026 às 16h10min

Na comparação com a estimativa de maio deste ano, porém, houve recuo de 0,8%, ou cerca de 3 milhões de toneladas. (Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux)

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 347,4 milhões de toneladas em 2026, de acordo com a estimativa divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de 0,4% em relação à safra de 2025, equivalente a 1,3 milhão de toneladas a mais. Na comparação com a estimativa de maio deste ano, porém, houve recuo de 0,8%, ou cerca de 3 milhões de toneladas.

A área destinada à colheita foi estimada em 83,2 milhões de hectares, alta de 1,9% em relação à área colhida em 2025, o que representa um acréscimo de 1,6 milhão de hectares. Em comparação com o levantamento anterior, a área apresentou leve queda de 0,1%.

Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos da safra brasileira, respondendo juntos por 92,8% da produção estimada e ocupando 87,4% da área a ser colhida. A produção de soja deve atingir 174,8 milhões de toneladas, enquanto o milho foi estimado em 136,5 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões na primeira safra e 106,8 milhões na segunda. A previsão para o arroz em casca é de 11,2 milhões de toneladas, além de 9,1 milhões para o algodão herbáceo, 6,6 milhões para o trigo e 5,6 milhões para o sorgo.

Na comparação com 2025, a soja apresentou crescimento de 5,3% na produção, enquanto o sorgo avançou 2,9%. Em contrapartida, o IBGE projeta reduções de 11,8% para o arroz, 8,2% para o algodão herbáceo, 5,5% para o feijão, 3,7% para o milho e 15% para o trigo.

Em relação à área cultivada, houve expansão de 15,6% para o sorgo, 2,7% para o milho e 1,3% para a soja. Já arroz, algodão e feijão registraram redução nas áreas destinadas à colheita. O Centro-Oeste permanece como a principal região produtora do país, com previsão de 172,4 milhões de toneladas, o equivalente a 49,6% da produção nacional. Na sequência aparecem o Sul, com 92,4 milhões de toneladas (26,5%); o Sudeste, com 30,8 milhões (8,9%); o Nordeste, com 29,8 milhões (8,6%); e o Norte, com 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

Na comparação anual, a produção deve crescer nas regiões Sul (6,8%) e Nordeste (7,3%), enquanto Centro-Oeste (-3,5%), Sudeste (-0,9%) e Norte (-0,5%) devem registrar queda.

Em relação ao levantamento de maio, o maior avanço nas estimativas ocorreu para a produção de canola, que cresceu 71,8%. Também tiveram alta a aveia (5,8%), o gergelim (5,7%), a uva (4,6%), a cevada (1%), a soja (0,1%) e o café arábica. Por outro lado, as maiores revisões para baixo foram registradas no trigo (-7,7%), café canephora (-3,6%), milho da segunda safra (-2,6%), cacau (-1%) e sorgo (-0,9%).

Entre os estados, Mato Grosso segue como o maior produtor nacional de grãos, concentrando 31,3% da produção estimada. Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%) aparecem na sequência. Juntos, esses seis estados respondem por 79,3% da safra brasileira.

Na atualização de junho, os maiores aumentos nas estimativas de produção foram registrados no Pará, Rondônia e Paraná. Já Goiás liderou as revisões negativas, seguido por Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins, Pernambuco, Ceará, Amazonas, Espírito Santo e Amapá.

Por Jorge Brandão