Polícia conclui inquérito e indicia mulher por tentativa de homicídio em caso de suposto envenenamento por mercúrio

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito que investigou o suposto envenenamento da artesã Denny Cardoso, de 43 anos, por mercúrio durante um curso de artesanato realizado no Recife. A investigada foi indiciada por tentativa de homicídio, e o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que vai decidir se apresenta denúncia à Justiça.
Segundo a investigação, Denny começou a desconfiar que estava sendo envenenada após perceber pequenas esferas metálicas na água que consumia durante as aulas. Diante da suspeita, ela deixou o celular gravando enquanto se afastava da sala onde trabalhava.
De acordo com a Polícia Civil, as imagens registraram uma colega retirando um sachê escondido na roupa, despejando o conteúdo na garrafa da vítima e, em seguida, agitando o recipiente. A perícia confirmou a presença de mercúrio na água. Exames toxicológicos também identificaram o metal no sangue e na urina da artesã, indicando exposição recente à substância.
O delegado José Custódio, responsável pela investigação, afirmou que o inquérito foi baseado em provas técnicas, como laudos periciais, exames médicos e análises químicas, além das imagens gravadas pela vítima. Segundo a polícia, a principal motivação do crime teria sido ciúme.
Durante o interrogatório, a investigada negou ser a mulher que aparece nas imagens e afirmou que nunca colocou qualquer substância na garrafa da vítima. Ela também não explicou, segundo a polícia, como teria acesso ao mercúrio.
Agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas e decidir se oferece denúncia à Justiça. Caso isso ocorra, o processo seguirá para apreciação do Poder Judiciário.
Segundo a denúncia, Denny Cardoso teria sido envenenada ao longo de cerca de oito meses enquanto participava de um projeto social realizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife. Ela afirma que passou a sofrer dores nas articulações, perda de equilíbrio, dificuldades para caminhar e alterações na fala, e hoje depende da ajuda de outras pessoas para realizar atividades do dia a dia.
Por Mirelly Rodrigues
