Dia da Mulher Negra reforça debate sobre igualdade e combate ao racismo

Celebrado neste sábado (25), o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é uma data dedicada à valorização da luta das mulheres negras por igualdade, reconhecimento e direitos. No Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, liderança quilombola que se tornou símbolo da resistência contra a escravidão no século XVIII (18).
A data busca ampliar o debate sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres negras em áreas como educação, mercado de trabalho, saúde, segurança e representatividade, além de reforçar a importância de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que mulheres negras representaram 65,1% das vítimas de feminicídio registradas no país em 2025. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do IBGE, aponta que mulheres pretas e pardas têm, em média, 9,4 anos de estudo, enquanto entre as mulheres brancas a média é de 11 anos.
Especialistas destacam que enfrentar essas desigualdades passa pela ampliação do acesso à educação, ao mercado de trabalho, aos espaços de decisão e à implementação de políticas públicas que considerem, de forma conjunta, as questões de raça e gênero.
Por Millena Galvão
