Jovens mudam prioridades no trabalho e deixam cargos de liderança em segundo plano

A busca por cargos de liderança deixou de ser o principal objetivo profissional para muitos jovens. Pesquisas apontam que integrantes da Geração Z e dos millennials passaram a valorizar mais qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, flexibilidade e propósito na carreira.
Um levantamento da consultoria Deloitte, realizado em 2025, mostrou que apenas 6% dos jovens dessas gerações apontam chegar a uma posição de chefia como principal meta profissional. Ao mesmo tempo, a preocupação financeira aumentou: 48% da Geração Z e 46% dos millennials afirmaram não se sentir seguros financeiramente.
A mudança não significa falta de ambição, mas uma nova visão sobre sucesso profissional. Muitos jovens passaram a avaliar se o aumento de responsabilidades, pressão e cobrança de um cargo de liderança compensam diante dos benefícios oferecidos. Para esse público, crescer na carreira não necessariamente significa ocupar uma função de comando.
Especialistas apontam que empresas precisam repensar os modelos de carreira para atrair e manter esses profissionais, oferecendo ambientes mais flexíveis, alinhamento com valores pessoais e melhores condições de trabalho. Dados também indicam que propósito é considerado importante para a satisfação profissional por 89% da Geração Z e 92% dos millennials.
Por Millena Galvão
