Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado por violar lei eleitoral

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta segunda-feira (27) a 18 meses de prisão, com a pena suspensa por três anos, após ser considerado culpado por violar a legislação eleitoral ao fazer declarações falsas durante a campanha presidencial de 2022.
A decisão ainda cabe recurso. Se a condenação for confirmada em definitivo, o Partido do Poder Popular (PPP), legenda de Yoon, poderá ser obrigado a devolver 39,7 bilhões de won (cerca de R$ 137,9 milhões) referentes ao reembolso de despesas de campanha recebido da Comissão Eleitoral Nacional após a vitória nas eleições.
Segundo o Tribunal Distrital Central de Seul, Yoon mentiu ao negar que tivesse apresentado um advogado a um ex-funcionário da Receita Federal e ao afirmar que ele e sua esposa, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, nunca haviam se encontrado com o xamã Jeon Seong-bae.
As declarações foram feitas durante a disputa presidencial de 2022, quando os supostos vínculos de Yoon e de sua esposa com o líder religioso estavam entre os principais temas investigados e debatidos ao longo da campanha.
Por Jorge Brandão
