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Saúde

Plataforma de apoio à saúde mental para jovens passa a integrar o Meu SUS Digital


  • 31 de julho de 2026 às 19h15min

Para utilizar o serviço, basta acessar o aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar” na área de miniaplicativos. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília. (Foto: Reprodução/ Freepik)

Jovens de 13 a 24 anos agora contam com um novo canal de acolhimento em saúde mental por meio do aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma Pode Falar passou a integrar o sistema, oferecendo escuta qualificada, orientação e apoio emocional de forma gratuita e, se desejado pelo usuário, anônima.

Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que a integração com o aplicativo amplie significativamente o alcance do serviço. Atualmente, a plataforma registra cerca de 1,1 mil atendimentos por mês, número que pode chegar a 11 mil atendimentos mensais com a nova forma de acesso.

Desenvolvido em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o projeto busca ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos cuidados em saúde mental dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente entre aqueles que ainda não procuraram atendimento presencial.

Para utilizar o serviço, basta acessar o aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar” na área de miniaplicativos. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília.

O primeiro contato é realizado por meio de um chatbot, que oferece informações acessíveis sobre saúde mental e ajuda o usuário a compreender melhor seus sentimentos e emoções. Sempre que houver interesse do jovem ou necessidade identificada durante a conversa, o atendimento é encaminhado para um profissional da equipe.

A plataforma também utiliza inteligência artificial para identificar mensagens que indiquem maior risco emocional. Nesses casos, o sistema envia um alerta à equipe responsável, permitindo que essas pessoas recebam atendimento prioritário.

Os atendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre sob supervisão de professores e seguindo protocolos específicos definidos pelo Ministério da Saúde para garantir um acolhimento seguro e qualificado.

Por Jorge Brandão