logo logo

Já imaginou a sua marca sendo divulgada na Rádio Cidade?

Cidade ADS

Divulgue aqui e aumente suas vendas.

conheça nossos planos

81 98253-5080

Caruaru / PE

Estr. do Alto do Moura - Distrito Industrial, Caruaru - PE, 55040-120

Fonte: 81 99878-0997 whatsapp

[email protected]
Emoções
Sua Tarde é Show
NBDC
O Som da Modinha
Pra Relaxar
Cumplicidade
Na Cola do Vigia
Pra Relaxar w
Manhã Cidade
VPOQ
A Cidade é Show
Especial de Sábado
Bom Dia Cidade
Playlist da Cidade
Bailão da Cidade
Encontro com o Passado
No Ritmo da Noite
Cidade é Sucesso
Meio Ambiente

Quase 39 milhões de brasileiros vivem em áreas ameaçadas pela desertificação


  • 16 de agosto de 2026 às 15h31min

Fenômeno atinge principalmente o Nordeste e já afeta cerca de 18% do território brasileiro. (Foto: Reprodução)

Cerca de 39 milhões de brasileiros vivem em áreas suscetíveis à desertificação no país, principalmente em regiões do Nordeste. O fenômeno ocorre quando uma área antes produtiva sofre degradação ambiental e perde a capacidade de reter água e sustentar a vida, podendo ser provocado pela ação humana e agravado pelas mudanças climáticas.

Segundo dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), aproximadamente 18% do território brasileiro está em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD). O tema está em discussão na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a COP17, realizada na Mongólia entre os dias 17 e 28 de agosto.

Entre 2000 e 2020, a área afetada pela desertificação no Brasil passou de 1,35 milhão para 1,51 milhão de quilômetros quadrados. O aumento de 170 mil quilômetros quadrados equivale, aproximadamente, à soma dos territórios de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

O problema atinge principalmente os nove estados do Nordeste, além de áreas do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, do nordeste do Rio de Janeiro e do noroeste de Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, predominam os climas subúmido seco, semiárido e árido, classificados de acordo com a quantidade de chuva e a evaporação da água.

Em 2023, pesquisadores identificaram pela primeira vez uma região de clima árido no Brasil. A área tem cerca de 6 mil quilômetros quadrados e fica entre Pernambuco e Bahia. Apesar da identificação, o país ainda não possui áreas classificadas como hiperáridas, condição associada aos grandes desertos do mundo.

Caatinga é uma das áreas mais afetadas

A Caatinga concentra os níveis mais graves de deterioração do solo entre os biomas brasileiros. Cerca de 11% do bioma, o equivalente a 100 mil quilômetros quadrados, está em situação crítica ou severa, enquanto aproximadamente 42,6% da vegetação nativa já foi suprimida.

Mesmo diante da degradação, a Caatinga tem papel importante no equilíbrio climático. Estudos apontam que o bioma apresenta alta eficiência no aproveitamento do carbono e que grande parte desse carbono permanece armazenada no solo.

Em 2022, a Caatinga respondeu por cerca de metade do sequestro líquido de carbono registrado no Brasil, contribuindo para compensar parte das emissões nacionais de gases de efeito estufa.

Ações de combate à desertificação

O Brasil lançou, em março de 2026, o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil 2025–2043). A estratégia reúne ações de áreas como meio ambiente, educação, saúde, assistência social, infraestrutura, acesso à água, inclusão produtiva e inovação tecnológica.

Outra iniciativa lançada neste ano é o Programa Recaatingar, que tem como meta recuperar produtivamente 10 milhões de hectares de terras degradadas da Caatinga ao longo dos próximos 20 anos. O programa prevê ações de recuperação do solo, restauração da vegetação, segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas.

Também são utilizadas tecnologias de convivência com o semiárido, como cisternas, pequenas barragens, sistemas agroflorestais, manejo sustentável da Caatinga e técnicas agrícolas adaptadas às condições climáticas da região.

A captação e o armazenamento de água da chuva também são apontados como estratégias importantes para garantir o abastecimento das famílias e apoiar a produção de alimentos e a criação de animais.

O avanço da desertificação não afeta apenas o meio ambiente. A degradação do solo pode comprometer a produção de alimentos, a disponibilidade de água, a geração de renda e as condições de vida de milhões de pessoas, tornando o combate ao problema uma questão também econômica e social.

Por Mirelly Rodrigues