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Economia

Brasil busca fortalecer relações com países do Sudeste Asiático


  • 19 de agosto de 2026 às 15h47min

O interesse brasileiro no Sudeste Asiático também é impulsionado pelo avanço das relações comerciais. Em 2025, as trocas entre o Brasil e os 11 países que integram a ASEAN somaram US$ 38,4 bilhões. (Foto: Reprodução/Internet)

O Brasil quer estreitar os laços com os países do Sudeste Asiático e ampliar as oportunidades de comércio, investimentos e cooperação em diferentes áreas. O movimento ocorre em um momento de expansão das relações comerciais com a região e faz parte da estratégia brasileira de diversificar seus parceiros internacionais.

A aproximação ganhou destaque nesta semana com a primeira visita ao Brasil de um secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Kao Kim Hourn permanece no país até sábado (22) e cumpre uma série de compromissos voltados ao fortalecimento das relações entre o bloco e o governo brasileiro.

Na terça-feira (18), em Brasília, o secretário-geral da ASEAN se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre os assuntos discutidos estiveram comércio e investimentos, energia, segurança alimentar, biodiversidade e iniciativas de cooperação para o desenvolvimento.

O interesse brasileiro no Sudeste Asiático também é impulsionado pelo avanço das relações comerciais. Em 2025, as trocas entre o Brasil e os 11 países que integram a ASEAN somaram US$ 38,4 bilhões.

Com esse resultado, o bloco passou a ocupar a quinta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, atrás de China, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul. Além do volume de comércio, a relação apresenta saldo positivo para o Brasil. Em 2025, o país registrou superávit de US$ 10,3 bilhões nas transações com os integrantes da ASEAN.

O resultado representou cerca de 15% de todo o saldo positivo registrado pela balança comercial brasileira no ano passado, reforçando a importância econômica da região para o país. A intenção do governo brasileiro é aproveitar esse cenário para ampliar a presença nacional no Sudeste Asiático, aprofundando não apenas as relações comerciais, mas também a cooperação diplomática e em áreas estratégicas.

Por Jorge Brandão