Brasil busca fortalecer relações com países do Sudeste Asiático

O Brasil quer estreitar os laços com os países do Sudeste Asiático e ampliar as oportunidades de comércio, investimentos e cooperação em diferentes áreas. O movimento ocorre em um momento de expansão das relações comerciais com a região e faz parte da estratégia brasileira de diversificar seus parceiros internacionais.
A aproximação ganhou destaque nesta semana com a primeira visita ao Brasil de um secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Kao Kim Hourn permanece no país até sábado (22) e cumpre uma série de compromissos voltados ao fortalecimento das relações entre o bloco e o governo brasileiro.
Na terça-feira (18), em Brasília, o secretário-geral da ASEAN se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre os assuntos discutidos estiveram comércio e investimentos, energia, segurança alimentar, biodiversidade e iniciativas de cooperação para o desenvolvimento.
O interesse brasileiro no Sudeste Asiático também é impulsionado pelo avanço das relações comerciais. Em 2025, as trocas entre o Brasil e os 11 países que integram a ASEAN somaram US$ 38,4 bilhões.
Com esse resultado, o bloco passou a ocupar a quinta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, atrás de China, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul. Além do volume de comércio, a relação apresenta saldo positivo para o Brasil. Em 2025, o país registrou superávit de US$ 10,3 bilhões nas transações com os integrantes da ASEAN.
O resultado representou cerca de 15% de todo o saldo positivo registrado pela balança comercial brasileira no ano passado, reforçando a importância econômica da região para o país. A intenção do governo brasileiro é aproveitar esse cenário para ampliar a presença nacional no Sudeste Asiático, aprofundando não apenas as relações comerciais, mas também a cooperação diplomática e em áreas estratégicas.
Por Jorge Brandão
