Falência da Oi é decretada pela segunda vez em menos de um ano

A Oi voltou a ter a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (25), em mais um desdobramento da crise financeira que levou a antiga gigante das telecomunicações a enfrentar sucessivos processos de recuperação judicial.
A decisão foi tomada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que retomou a análise dos recursos apresentados por bancos credores contra a falência determinada em novembro de 2025. Na ocasião, a 7ª Vara Empresarial do Rio havia reconhecido a insolvência técnica e patrimonial do grupo e decretado a falência da companhia. A decisão, no entanto, foi suspensa poucos dias depois, após recursos apresentados por instituições financeiras, entre elas Itaú e Bradesco. Com a suspensão, a Oi voltou a operar sob o regime de recuperação judicial.
O julgamento dos recursos foi interrompido em junho, quando o desembargador Augusto Alves Moreira Junior pediu vista do processo. A análise foi retomada nesta terça-feira e resultou em uma nova decisão pela falência da empresa. A situação financeira da Oi já vinha se agravando antes mesmo da retomada do julgamento. A companhia informou à Justiça que enfrentava dificuldades para manter as operações depois de encontrar obstáculos na venda de ativos considerados importantes para reforçar o caixa.
Entre os negócios que estavam no centro da estratégia de recuperação financeira estão a Oi Soluções e a participação da empresa na V.tal.
A decisão de novembro de 2025 também havia determinado a manutenção provisória de serviços considerados essenciais, que deveriam permanecer em funcionamento sob gestão judicial. Agora, com a nova decretação da falência, a empresa volta a enfrentar um dos momentos mais delicados de sua longa crise financeira.
Por Jorge Brandão
