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Economia

Violência afeta bolso e rotina de 84% dos brasileiros


  • 31 de agosto de 2026 às 18h15min

O impacto da criminalidade também aparece nos hábitos de consumo. Mais da metade dos entrevistados, 51%, afirmou que já deixou de comprar algum produto ou serviço por medo de ser vítima de golpes. (Foto: Reprodução)

A sensação de insegurança tem provocado impactos que vão além do medo da violência e alcançam diretamente a vida financeira e profissional dos brasileiros. Segundo uma nova pesquisa, 84% da população afirmam já ter enfrentado algum tipo de prejuízo financeiro em razão da insegurança.

O levantamento também mostra que a violência influencia decisões relacionadas ao trabalho. Uma em cada quatro pessoas entrevistadas disse já ter recusado uma oportunidade profissional por receio de se tornar vítima de algum crime. Além disso, 60% afirmaram que suas atividades profissionais são prejudicadas pela presença de facções criminosas, milícias ou organizações ligadas ao crime organizado.

Os dados fazem parte da pesquisa “Percepção Nacional de Segurança Pública”, divulgada nesta segunda-feira (31) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo ouviu 2.411 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da federação.

O impacto da criminalidade também aparece nos hábitos de consumo. Mais da metade dos entrevistados, 51%, afirmou que já deixou de comprar algum produto ou serviço por medo de ser vítima de golpes.

Outro ponto levantado pela pesquisa foi a percepção sobre os efeitos econômicos do contrabando e da pirataria. Para 86% dos entrevistados, essas práticas provocam prejuízos à economia. Entre as medidas consideradas prioritárias para enfrentar o problema estão o aumento da fiscalização, apontado por 31% dos participantes, e a oferta de preços mais competitivos, mencionada por 25%.

Os resultados foram apresentados durante um Congresso de Segurança Pública realizado na sede da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo. O encontro reuniu especialistas para discutir os impactos da criminalidade e propostas para reduzir a violência no país.

Por Jorge Brandão