Novo computador quântico prepara estudantes para tecnologias do futuro no Senai

A formação de estudantes, professores e pesquisadores em computação quântica ganhou um novo recurso no Brasil. O Triangulum II, equipamento desenvolvido pela empresa chinesa SpinQ em parceria com a empresa de tecnologia Dobslit, começou a ser utilizado no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai.
O equipamento está entre os três computadores quânticos voltados à educação existentes no país e é considerado o mais moderno deles. A iniciativa amplia a estrutura disponível para o ensino e a pesquisa de uma tecnologia que vem despertando interesse em diferentes segmentos da indústria.
A computação quântica apresenta potencial de aplicação em áreas estratégicas, como óleo e gás, energia, telecomunicações, logística, mercado financeiro e tecnologia. A expectativa é que, com a evolução da tecnologia, esses sistemas possam auxiliar na solução de problemas que se tornam cada vez mais complexos conforme aumenta a quantidade de variáveis envolvidas.
A proposta, no entanto, não é substituir os computadores convencionais. Enquanto as máquinas tradicionais utilizam bits, que assumem os valores 0 ou 1, os computadores quânticos trabalham com qubits, capazes de representar diferentes combinações de estados. Essa característica, combinada a outros princípios da física quântica, permite realizar determinados tipos de cálculos por uma abordagem diferente da computação tradicional.
Para a indústria, o principal desafio está justamente em identificar quais problemas podem se beneficiar dessa nova tecnologia. Por isso, a formação de profissionais especializados é considerada uma etapa importante para transformar o potencial da computação quântica em aplicações práticas.
Com a chegada do Triangulum II, o Firjan Senai amplia sua capacidade de preparar alunos e pesquisadores para um campo tecnológico que ainda está em desenvolvimento, mas que pode ter impacto significativo em setores estratégicos da economia nos próximos anos.
Por Jorge Brandão
