Greve dos empregados da Caixa começa nesta quinta (10) em Pernambuco

Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorre em Pernambuco e em outras regiões do país após a rejeição da proposta apresentada pelo banco durante as negociações do acordo coletivo.
O principal impasse envolve o Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores cobram uma participação maior do banco no financiamento do benefício, sem aumento das despesas pagas pelos empregados e seus dependentes.
Representantes da Caixa e da categoria voltaram a se reunir nesta quarta-feira (9), em São Paulo, mas não chegaram a um acordo. Uma nova rodada de negociação foi marcada para esta quinta-feira.
Mesmo que uma nova proposta seja aceita pelo Comando Nacional dos Bancários, o encerramento da greve ainda dependerá de assembleias com os trabalhadores. Como a convocação precisa respeitar um prazo de 48 horas úteis, a paralisação deve seguir, pelo menos, até segunda-feira (14).
A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados e que busca um entendimento para renovar o acordo coletivo. Até o momento, não foi divulgado um balanço sobre quantas agências aderiram ao movimento em Pernambuco nem quais unidades tiveram o atendimento afetado.
Durante a greve, os clientes podem utilizar o aplicativo Caixa, o internet banking, os caixas eletrônicos e as casas lotéricas para os serviços disponíveis nesses canais. A paralisação não elimina a responsabilidade pelo pagamento de contas dentro do vencimento.
Banco do Brasil segue em negociação em Pernambuco
Os funcionários do Banco do Brasil em Pernambuco também rejeitaram a proposta apresentada pela instituição, mas decidiram retomar as negociações, sem aderir imediatamente à greve. Uma nova assembleia está marcada para esta quinta-feira, a partir das 18h, em formato virtual.
Em outras partes do país, trabalhadores do Banco do Brasil iniciaram paralisações. A situação, portanto, varia conforme a decisão tomada pelos sindicatos de cada região.
Por Mirelly Rodrigues
