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Fux cobra explicações sobre entraves a empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB


  • 11 de setembro de 2026 às 19h15min

A investigação apura suspeitas de irregularidades na operação, incluindo a possibilidade de que executivos do BRB tenham recebido propina para aprovar a aquisição de ativos do Banco Master. (Foto: Sérgio Lima)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para que a União, o Banco Central (BC) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) apresentem explicações sobre os obstáculos para a concessão de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco Regional de Brasília (BRB).

A operação é tratada como uma alternativa para reforçar o caixa do BRB diante das perdas relacionadas à aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, negócio que passou a ser alvo de investigações e levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades. A determinação de Fux foi assinada na quarta-feira (9). Após receber as informações dos órgãos e do FGC, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá se manifestar no processo.

O financiamento de R$ 6,6 bilhões seria utilizado para cobrir parte do impacto financeiro provocado pelas operações envolvendo o Master. Sem uma solução para o problema, o BRB corre o risco de sofrer medidas do Banco Central, incluindo a possibilidade de liquidação caso deixe de cumprir as exigências regulatórias.

A negociação entre os dois bancos está no centro de um inquérito criminal que tramita no STF. A investigação apura suspeitas de irregularidades na operação, incluindo a possibilidade de que executivos do BRB tenham recebido propina para aprovar a aquisição de ativos do Banco Master.

Ainda não há uma dimensão definitiva das perdas que o negócio provocou ao BRB. O banco tem adiado a divulgação de seu balanço financeiro, inclusive após o vencimento dos prazos previstos para a publicação.

Com o prazo estabelecido por Fux, União, Banco Central e FGC terão de detalhar ao Supremo quais são os entraves para a operação e quais medidas podem ser adotadas para viabilizar o financiamento.7

Por Jorge Brandão