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Polícia Federal envia a ministros do STF íntegra de mensagens de Vorcaro


  • 14 de setembro de 2026 às 15h33min

O envio ocorreu após Zanin e Gilmar solicitarem formalmente à PF acesso à íntegra dos dados apreendidos. (Foto: Sérgio Lima)

A Polícia Federal encaminhou aos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes o conteúdo completo extraído do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do antigo Banco Master. Os gabinetes dos dois ministros confirmaram o recebimento do material nesta segunda-feira (14).

O envio ocorreu após Zanin e Gilmar solicitarem formalmente à PF acesso à íntegra dos dados apreendidos. Os ministros defendem que precisam consultar todas as mensagens e informações disponíveis no aparelho antes de participar do julgamento relacionado ao caso Master.

A liberação do conteúdo gerou divergências entre os ministros do Supremo Tribunal Federal. André Mendonça, relator do caso no STF, havia demonstrado resistência em disponibilizar o material integralmente aos demais integrantes da Corte.

No sábado (13), Mendonça afirmou que o compartilhamento dos dados poderia comprometer investigações ainda em andamento. Segundo o ministro, a medida também poderia “somente contribuir para tumultuar” o julgamento que envolve as relações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Zanin e Gilmar, por outro lado, argumentam que o acesso não deve ficar restrito ao recorte de mensagens selecionado pelos investigadores. Para os ministros, é necessário examinar o conjunto completo das comunicações atribuídas a Vorcaro para que possam avaliar os elementos que serão considerados no julgamento.

Moraes também se manifestou sobre o acesso ao material e pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, determinasse o encaminhamento do espelhamento do celular de Vorcaro a todos os ministros que participarão da análise do caso.

Na avaliação de Moraes, não caberia ao relator definir quais documentos poderiam ou não ser consultados pelos demais integrantes do colegiado durante o julgamento. Mendonça, entretanto, sustentou que o acesso integral ao conteúdo não seria indispensável para a análise do processo. O ministro afirmou ainda que dispõe do mesmo conjunto de informações disponibilizado aos demais ministros que participarão da sessão.

Por Jorge Brandão