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Leão XIV decide restabelecer salários de cardeais e altos funcionários da Igreja


  • 14 de setembro de 2026 às 20h25min

A medida foi oficializada nesta segunda-feira (14), por meio de um decreto pontifício publicado na data em que o pontífice completa 71 anos. (Foto: reprodução)

O papa Leão XIV decidiu restabelecer os salários de cardeais e de altos funcionários do Vaticano que haviam sido reduzidos durante a pandemia de covid-19. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (14), por meio de um decreto pontifício publicado na data em que o pontífice completa 71 anos.

A redução havia sido determinada pelo papa Francisco em março de 2021, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela Santa Sé durante a crise sanitária. Na ocasião, os salários dos cardeais foram reduzidos em 10%, enquanto os vencimentos de altos funcionários dos dicastérios, estruturas equivalentes aos ministérios do Vaticano, tiveram corte de 8%.

Ao revogar a medida, Leão XIV afirmou que as restrições foram adotadas para enfrentar as circunstâncias excepcionais provocadas pela pandemia, mas que o cenário atual permite superar aquelas medidas de austeridade. A decisão passou a valer em 1º de setembro de 2026 e não prevê pagamentos retroativos referentes ao período em que os cortes estiveram em vigor.

Os valores pagos aos integrantes da Cúria Romana, órgão responsável pelo governo central da Igreja Católica, variam de acordo com o cargo e outras condições. Estimativas apontam que um cardeal da Cúria recebe atualmente entre 4.500 e 5.000 euros por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 28 mil a R$ 31 mil.

A decisão ocorre em um contexto no qual o Vaticano ainda busca equilibrar suas contas, mas representa o encerramento de uma política salarial adotada especificamente como resposta às dificuldades econômicas provocadas pela pandemia.

Por Jorge Brandão