Vendas do comércio caem em julho e ficam 1,5% abaixo do recorde

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, interrompendo o ritmo de crescimento observado no período e refletindo, entre outros fatores, o efeito de uma espécie de “ressaca” após a Copa do Mundo. Com o resultado, o desempenho do setor acumulado em 12 meses perdeu força e passou a registrar avanço de 1,6%. Os dados integram a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outro indicador que aponta para a perda de ritmo é a média móvel trimestral, que apresentou queda de 0,1% e busca representar de forma mais estável a trajetória recente das vendas. Apesar do recuo registrado em julho, o comércio varejista ainda acumula alta de 1,8% nos primeiros meses de 2026.
No período de 12 meses, o crescimento é de 1,2%, resultado inferior ao registrado anteriormente. Em março, por exemplo, a expansão acumulada em 12 meses chegava a 2,3%, evidenciando a desaceleração do setor ao longo do ano. Mesmo diante do cenário de perda de dinamismo, o volume de vendas permanece acima dos níveis observados antes da pandemia. Em julho, o comércio estava 10,6% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, último mês antes dos efeitos da covid-19 atingirem de forma mais intensa a atividade econômica. Por outro lado, o resultado ficou 1,5% abaixo do recorde histórico alcançado em março de 2026, mostrando que o setor ainda opera próximo de seu melhor nível, embora tenha perdido força nos últimos meses.
Por Jorge Brandão
