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Educação

Taxa de analfabetismo entre jovens com deficiência chega a 12,2%


  • 18 de setembro de 2026 às 17h36min

O percentual é 12 vezes superior ao registrado entre pessoas da mesma faixa etária sem deficiência, que ficou em 1%. (Foto: Reprodução)

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com deficiência de 15 a 29 anos chegou a 12,2% em 2022, segundo dados do Censo Demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18). O percentual é 12 vezes superior ao registrado entre pessoas da mesma faixa etária sem deficiência, que ficou em 1%.

A diferença é ainda mais acentuada entre determinados grupos. Entre pessoas com dificuldades relacionadas às funções mentais, a taxa de analfabetismo alcançou 40,4%. Já entre aquelas que possuem mais de um tipo de deficiência, o índice chegou a 34%.

Mesmo no grupo com a menor taxa, formado por pessoas com alguma dificuldade para enxergar, o percentual foi de 3,5% — mais de três vezes o registrado entre brasileiros sem deficiência.

Entre os demais tipos de dificuldade analisados pelo Censo, o analfabetismo atingiu 10% das pessoas com dificuldade para ouvir, 23,3% daquelas com dificuldade para caminhar ou subir escadas e 31,3% entre as que apresentavam dificuldade para pegar objetos pequenos.

O levantamento também identificou diferenças na frequência escolar. Entre crianças de 6 a 14 anos com deficiência, 92,6% frequentavam a escola em 2022. Na faixa de 15 a 17 anos, o percentual era de 79,5%. Entre pessoas sem deficiência, os índices eram maiores: 98,4% das crianças de 6 a 14 anos estavam na escola, enquanto a frequência entre jovens de 15 a 17 anos chegava a 85,4%.

Os números do Censo mostram, portanto, uma diferença significativa tanto nas taxas de alfabetização quanto na frequência escolar entre pessoas com e sem deficiência no país.

Por Jorge Brandão