Falta de profissionais qualificados para atender pessoas com autismo preocupa famílias em Pernambuco

Para famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a qualidade do atendimento passa diretamente pela formação dos profissionais que participam do acompanhamento. Em Pernambuco, essa preocupação ganhou espaço no debate em torno do Projeto de Lei nº 003820/2026, que trata de critérios para a formação de profissionais envolvidos em intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA).
A proposta é defendida pela Associação de Famílias para o Bem-Estar e Tratamento da Pessoa com Autismo (AFETO). Segundo a entidade, estabelecer parâmetros de formação pode contribuir para que as famílias tenham mais segurança na escolha dos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Presidente da AFETO, Maria Ângela Dantas Lira, que também é uma das fundadoras da associação e vice-presidente da Associação Brasileira de Autismo (ABRA), defende a iniciativa. Para ela, a qualificação dos profissionais é um dos pontos que devem ser considerados pelas famílias ao buscar atendimento.
Além da formação, Maria Ângela orienta que os responsáveis observem como é estruturada a equipe que acompanha a pessoa autista e se a clínica conta com supervisão adequada para as intervenções realizadas. A discussão sobre a qualificação também amplia o debate sobre os critérios necessários para a atuação de profissionais que trabalham com pessoas autistas, especialmente em intervenções baseadas em ABA.
Por Jorge Brandão
