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Economia

Pesquisa revela: 66% dos brasileiros que vivem o presente foram negativados


  • 29 de setembro de 2026 às 15h22min

A pesquisa também mostra que o comportamento financeiro pode variar mesmo entre pessoas com rendimentos semelhantes. (Foto: Reprodução)

Uma renda parecida não significa, necessariamente, ter a mesma realidade financeira. Uma pesquisa da Serasa Experian identificou diferentes perfis entre os trabalhadores brasileiros e mostrou que os hábitos relacionados ao dinheiro podem fazer diferença na hora de manter as contas em dia. Entre os chamados “que vivem o agora”, por exemplo, 66% foram negativados nos últimos 12 meses, apesar de o grupo dar nota média de 7,23 para a própria organização financeira.

O levantamento também aponta que 70% das pessoas financeiramente instáveis desse grupo são mulheres. Segundo Lage, essas pessoas ficam mais vulneráveis diante de imprevistos por não conseguirem manter uma reserva financeira. “É um constante jogo de equilíbrio. Essas pessoas estão muito expostas a qualquer situação de emergência, porque não têm composição de poupança para atender”, explicou. A pesquisa também mostra que o comportamento financeiro pode variar mesmo entre pessoas com rendimentos semelhantes. Entre os classificados como “apertados”, 43% recebem de dois a quatro salários mínimos, percentual próximo dos 47% registrados entre aqueles que estão “organizando o futuro”. A diferença aparece, porém, na capacidade de terminar o mês com dinheiro disponível: apenas 12% dos “apertados” conseguem fazer isso, enquanto o índice chega a 47% entre os que estão organizando o futuro.

Na inadimplência, o contraste também é significativo: 62% dos “apertados” enfrentam o problema, contra 18% daqueles que estão se preparando financeiramente para o futuro. Já os chamados “consolidados” vivem uma realidade mais estável, com maior possibilidade de poupar, planejar os próximos passos e organizar as despesas. Apesar disso, Lage ressalta que nem todos têm condições de escolher entre guardar dinheiro ou utilizar toda a renda para cobrir as despesas do mês.

Por Jorge Brandão