Pesquisa aponta rejeição ao uso de celular por crianças pequenas

O uso de celulares por crianças pequenas é rejeitado pela maioria dos brasileiros. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada nesta sexta-feira (9), revelou que 82% dos adultos são contrários à exposição de crianças de até três anos aos aparelhos. Apenas 15% concordam com o uso nessa faixa etária. Entre crianças de quatro a sete anos, a rejeição chega a 75%.
O levantamento ouviu 1.367 pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro. Apesar da preocupação com o acesso precoce às telas, 52% dos entrevistados consideram aceitável que crianças tenham um celular próprio até os 12 anos. Já entre adolescentes de 13 a 17 anos, a aprovação do uso dos aparelhos chega a 88%.
A pesquisa também identificou mudanças nos hábitos de lazer infantil. Para 83% dos participantes, as crianças atualmente preferem passar o tempo no celular ou assistindo à televisão em vez de brincar na rua. Ao mesmo tempo, 73% acreditam que as brincadeiras ao ar livre são mais benéficas do que o uso de telas.
O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal, recomenda que crianças menores de dois anos não tenham contato com telas, com exceção de videochamadas com familiares. O documento apresenta orientações para pais e responsáveis sobre o uso adequado da tecnologia durante a infância.
Outro tema abordado foi a relação entre brinquedos e gênero. Segundo o levantamento, 63% dos brasileiros defendem que não deve existir distinção entre brincadeiras de meninos e meninas. No entanto, 36% consideram inadequado que meninos brinquem de boneca e meninas de carrinho. Essa opinião é mais frequente entre homens, com 46%, enquanto entre as mulheres o percentual é de 27%.
Por Mirelly Rodrigues
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