Fumaça de queimadas provoca suspensão de aulas em Manaus

A fumaça provocada por incêndios florestais levou a Prefeitura de Manaus, no Amazonas, a suspender as aulas da rede municipal nesta sexta-feira. A medida foi adotada diante da deterioração da qualidade do ar e dos riscos à saúde de estudantes, professores e demais profissionais da educação.
Com aproximadamente 2,3 milhões de habitantes, a capital amazonense enfrenta os efeitos das queimadas em meio a um período de calor intenso e estiagem. Segundo a administração municipal, foram identificados 749 focos de incêndio no estado do Amazonas na última quarta-feira, situação que contribuiu para o aumento da concentração de fumaça na cidade.
A suspensão das atividades escolares tem caráter preventivo e busca reduzir a exposição da comunidade escolar à poluição atmosférica. A prefeitura não informou uma previsão para a retomada das aulas.
Além da fumaça, os moradores enfrentam temperaturas elevadas, que chegaram aos 40°C. Diante das condições climáticas, as autoridades recomendaram evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre.
Queimadas avançam no Amazonas
Dados de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou aproximadamente 3,7 mil focos de incêndio durante o mês de setembro. O número representa quase quatro vezes o total observado no mesmo período de 2025.
Manaus já havia enfrentado episódios de intensa fumaça no mês anterior, quando a poluição provocada pelas queimadas permaneceu sobre a cidade durante vários dias.
O cenário também é influenciado pelo fenômeno climático El Niño, associado ao aumento das temperaturas e à redução das chuvas em determinadas regiões da Amazônia.
A previsão mencionada no levantamento indica que o fenômeno poderá ganhar intensidade até dezembro, ampliando a preocupação com os efeitos da seca e dos incêndios florestais.
A combinação de calor extremo e fumaça representa um risco especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, reforçando a necessidade de medidas preventivas enquanto persistirem as condições desfavoráveis.
Por Vilian Gomes
