Denúncias de assédio eleitoral crescem 713% em relação a 2022

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro de 2026, o equivalente a uma média de 34 ocorrências por dia. Os dados foram contabilizados até as 12h24 desta terça-feira (20) e apontam um aumento expressivo dos registros em comparação com as eleições anteriores.
De acordo com o MPT, o assédio eleitoral no ambiente de trabalho ocorre quando há coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento com o objetivo de influenciar as escolhas políticas dos trabalhadores. A prática pode envolver tentativas de interferir no voto, no apoio a candidatos ou em manifestações políticas, tanto no local de trabalho quanto em situações relacionadas à atividade profissional.
O crescimento das denúncias também aparece na comparação com 2022. Em setembro de 2026, foram registrados 552 casos, enquanto, no mesmo período de 2022, o número havia sido de 68. A diferença representa uma alta de aproximadamente 712%, indicando que os registros atuais são mais de oito vezes superiores aos contabilizados naquele mês do último pleito geral.
Entre janeiro e outubro de 2026, o MPT recebeu 1.492 denúncias de assédio eleitoral. São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com 252 registros, seguido por Minas Gerais, com 165, Rio de Janeiro, com 129, e Paraná, com 119.
Nas eleições de 2022, o órgão recebeu 3.373 denúncias ao longo do ano, das quais 2.641 foram registradas em outubro, mês em que ocorreu a votação. Os números de 2026 reforçam a dimensão do problema e a importância de combater pressões e ameaças no ambiente profissional relacionadas às escolhas eleitorais dos trabalhadores.
Por Jorge Brandão
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