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Economia

Inadimplência entre empresas atinge maior nível da série histórica e chega a 9,3 milhões de CNPJs


  • 26 de outubro de 2026 às 05h56min

Valor das dívidas soma R$ 244,4 bilhões no país, enquanto Sudeste concentra a maior parte das empresas negativadas; micro e pequenos negócios lideram os registros. (Foto: Reprodução)

A inadimplência das empresas brasileiras alcançou um novo recorde em agosto. Levantamento da Serasa Experian aponta que 9,3 milhões de CNPJs estavam com débitos em atraso no período, o maior número já registrado pela série histórica da instituição. Na comparação com agosto de 2025, o avanço foi de 14,3%.

Juntas, as empresas negativadas acumulam R$ 244,4 bilhões em dívidas, distribuídas em 68,2 milhões de registros. Em média, cada negócio possui 7,4 contas em atraso e um passivo de R$ 26.355,13. O valor médio de cada dívida é de R$ 3.583,96.

A região Sudeste concentra a maior parcela da inadimplência empresarial do país. São Paulo aparece na liderança, com 3,17 milhões de empresas negativadas, volume que representa aproximadamente um terço do total nacional. Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 927,3 mil CNPJs inadimplentes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 879,9 mil.

No Sul, os maiores números estão no Paraná, que registra 613 mil empresas com débitos em atraso, e no Rio Grande do Sul, com 539,3 mil. Somados, os cinco estados reúnem cerca de dois terços de todas as empresas inadimplentes do Brasil.

Os micro e pequenos negócios respondem pela maior parte desse cenário. Dos 9,3 milhões de CNPJs negativados, 8,8 milhões pertencem a empresas desse porte. O segmento acumula 61,4 milhões de dívidas, que somam R$ 211 bilhões. Em média, cada empresa possui sete contas negativadas e dívida de R$ 23.902,98.

A análise por atividade econômica mostra que o setor de serviços reúne a maior quantidade de empresas inadimplentes, representando 56% do total. Na sequência aparecem comércio, com 32%, indústria, com 8%, e o setor primário, com 0,9%. Os demais segmentos respondem por 3,1% dos registros.

Quando observada a origem dos débitos, as empresas de serviços também lideram, concentrando 31,7% do valor negativado. Em seguida aparecem bancos e administradoras de cartões, com 19,7%, cooperativas, com 8,5%, serviços essenciais como água e energia, com 6,7%, e telefonia, com 6,2%. Ao todo, os setores não financeiros representam 75,6% do montante das dívidas em atraso.

Apesar da redução da taxa básica de juros ao longo do ano, a inadimplência continua em trajetória de alta. Segundo a Serasa Experian, a procura das empresas por crédito cresceu 11,2% nos últimos 12 meses, movimento que ainda não foi suficiente para alterar o quadro financeiro enfrentado por grande parte dos negócios brasileiros.


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