Extradição de Carla Zambelli é adiada pela Justiça da Itália

A Justiça italiana transferiu para o dia 24 de novembro a sessão que vai analisar o pedido de extradição da deputada cassada Carla Zambelli para o Brasil. O processo está relacionado à condenação da ex-parlamentar por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após o episódio em que perseguiu um jornalista armada pelas ruas de São Paulo, em 2022.
A decisão de adiar o julgamento foi tomada pela Corte de Apelação de Roma, que atendeu a uma solicitação apresentada pelos advogados de Zambelli. A defesa alegou que ainda não teve acesso aos documentos encaminhados pelas autoridades brasileiras com informações sobre as condições de custódia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde ela deverá ficar presa caso seja extraditada.
O pedido de extradição já havia recebido autorização em uma etapa anterior da Justiça italiana. No entanto, a defesa recorreu à Corte de Cassação, que determinou uma nova análise diante da necessidade de esclarecer aspectos relacionados às condições do sistema prisional brasileiro. A sessão prevista para esta quarta-feira foi, assim, remarcada para o próximo mês.
Este é o segundo processo de extradição envolvendo Zambelli analisado pelas autoridades italianas. Em outro caso, relacionado à condenação por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o pedido também havia sido aprovado inicialmente, mas a defesa conseguiu reverter o entendimento na Corte de Cassação, instância máxima da Justiça comum italiana.
Na decisão anterior, os magistrados italianos levantaram questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento conduzido no Brasil, mencionando a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como relator do caso.
Com o novo adiamento, a análise sobre a possível entrega de Carla Zambelli às autoridades brasileiras permanece pendente até a próxima sessão judicial.
Por Jorge Brandão
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