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Governo prepara medidas para combater assédio eleitoral nas empresas


  • 31 de outubro de 2026 às 09h40min

São Paulo concentra o maior número de ocorrências em investigação, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Há ainda registros em estados do Nordeste, Sul e Centro-Oeste. (Foto: reprodução)

Empresas que pressionarem ou tentarem influenciar politicamente seus funcionários poderão enfrentar novas restrições por parte do governo federal. Entre as medidas em avaliação estão o bloqueio ao acesso a linhas de crédito público e a criação de um cadastro com empregadores envolvidos em práticas de assédio eleitoral.

As propostas foram apresentadas pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista concedida nesta sexta-feira (30). A iniciativa busca ampliar o combate à coerção política nos locais de trabalho. Segundo o ministro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já contabiliza aproximadamente 4 mil relatos relacionados ao problema em diferentes regiões do país.

Entre as situações denunciadas estão ameaças de demissão por posicionamento político, dispensas motivadas por preferências eleitorais e pressões sobre trabalhadores para que apoiem determinados candidatos. Também foram registrados casos de boicote a estabelecimentos comerciais.

São Paulo concentra o maior número de ocorrências em investigação, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Há ainda registros em estados do Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

Diante do volume de denúncias, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) orientou os tribunais regionais a manter magistrados de plantão para dar prioridade a processos envolvendo assédio eleitoral e crimes relacionados às eleições. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho disponibilizaram canais específicos para receber denúncias e facilitar a comunicação de trabalhadores que enfrentam esse tipo de situação.

Por Jorge Brandão 

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