Putin assina decreto para incorporar 180 mil militares às Forças Armadas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto para incorporar mais 180 mil militares às Forças Armadas do país, aumentando o número de tropas aptas ao combate para 1,5 milhão de homens. A decisão foi a terceira do tipo desde o início da invasão da Ucrânia, há quase três anos, e ocorre em um momento de retórica elevada nos círculos mais elevados do Kremlin.
Pelo decreto, o quadro das Forças Armadas passará, em dezembro, para 2.389.130 pessoas. O texto não sinaliza se essa expansão ocorrerá através das habituais campanhas de recrutamento voluntário ou se ocorrerá uma nova rodada de mobilizações, algo que o governo Putin tem negado que pretenda fazer em um futuro próximo.
A decisão ocorre em um momento complexo da guerra na Ucrânia. As forças russas conseguiram avanços importantes nas últimas semanas em Donetsk (leste), e estão perto de conquistar a estratégica cidade de Pokrovsk, um centro logístico que hoje é crucial para as linhas de defesa ucranianas na região.
A cidade está sob intenso ataque russo, e a população foi orientada a ir para locais mais seguros o quanto antes — para os que ficaram, o fornecimento de gás, água e luz é intermitente, e ruas outrora usadas para deslocamentos estão bloqueadas por trincheiras.
Por outro lado, a Ucrânia, em uma tentativa de atrapalhar a ofensiva inimiga, avançou em direção à região russa de Kursk, no começo do mês passado, onde ocupa cerca de mil km² e trava intensos combates com as tropas da Rússia — contudo, ao contrário do que previa a liderança em Kiev, os russos não redirecionaram suas forças em Donetsk, e usaram recrutas e paramilitares para conter e tentar expulsar os ucranianos.
[instagram-feed feed=1]
