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Justiça

Justiça autoriza tornozeleira eletrônica para homem que confessou feminicídio de jovem grávida


  • 14 de novembro de 2025 às 07h08min

Agnaldo Nunes Soares admitiu ter matado Júlia Eduarda, de 26 anos, e ocultado o corpo em matagal no Agreste; decisão judicial impõe medidas cautelares enquanto processo segue para Vara de São Bento do Una. (Foto: Divulgação)

O juiz Clécio Camêlo de Albuquerque, da Central Especializada das Garantias de Pesqueira, determinou que Agnaldo Nunes Soares, de 43 anos, utilize tornozeleira eletrônica após confessar o assassinato da ex-namorada grávida, Júlia Eduarda Andrade dos Santos, de 26 anos. O acusado permanecerá no Presídio de Pesqueira por até cinco dias, prazo necessário para a instalação do equipamento.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia, na qual Agnaldo admitiu ter matado Júlia com um golpe de martelo na cabeça, seguido de asfixia com sacolas plásticas. O corpo da jovem, desaparecida desde 5 de outubro em São Bento do Una, foi localizado ontem em uma área de matagal na zona rural.

Segundo o magistrado, embora o flagrante tenha sido confirmado, não há possibilidade legal de manter o suspeito preso apenas pelo crime de ocultação de cadáver, cuja pena máxima é de três anos. Como Agnaldo não possui antecedentes criminais, a prisão preventiva não pôde ser decretada nesse momento. O pedido referente ao feminicídio será analisado pela Vara de São Bento do Una, que recebeu o processo.

Durante as investigações, o suspeito prestou dois depoimentos à Polícia Civil. A partir de novas informações que ligaram seu veículo à cena do crime, os agentes iniciaram buscas na região indicada. Após ser confrontado novamente, Agnaldo confessou o homicídio e detalhou como executou a vítima.

Júlia havia saído para encontrar o pai do bebê, que prometera dinheiro para uma ultrassonografia. A jovem era mãe de quatro filhos, com idades entre 4 e 11 anos.

Agnaldo deverá cumprir uma série de medidas cautelares: recolhimento domiciliar a partir das 22h, proibição de sair da cidade sem autorização judicial, comparecimento mensal em juízo, manutenção de endereço atualizado, abstenção do consumo de álcool e drogas, além do pagamento de fiança reduzida. O juiz alertou que qualquer descumprimento poderá levar à revogação da liberdade provisória.


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