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Internacional

Família de pernambucana morta na Alemanha opta por cremação diante de impasse no translado


  • 8 de janeiro de 2026 às 07h56min

Sem recursos para repatriar o corpo, parentes relatam desgaste emocional e organizam campanha para custear despedida. (Foto: Reprodução)

Após quase um mês de tentativas frustradas, a família da pernambucana Luciana Soares da Silva, de 41 anos, decidiu não prosseguir com o translado do corpo para o Brasil. A brasileira morreu no dia 15 de dezembro, na cidade de Cölbe, Alemanha, vítima de inalação de gás proveniente do sistema de aquecimento da residência onde vivia.

O custo da repatriação, estimado em cerca de R$ 80 mil, inviabilizou o processo. Agora, os parentes concentram esforços em arrecadar aproximadamente R$ 30 mil para realizar a cremação no país europeu. A mobilização acontece por meio de uma campanha online.

Luciana vivia na Alemanha desde janeiro de 2025 com o companheiro alemão e os filhos. No dia do acidente, estavam na casa a filha recém-nascida, Maria, de dois meses, o filho Kauã, de oito anos, e o enteado de 14. Todos foram hospitalizados, mas apenas Luciana não resistiu. As crianças seguem sob acompanhamento em uma casa de acolhimento, enquanto parentes aguardam decisão judicial para trazê-las ao Brasil.

A filha mais velha, Larissa Kevlyn, de 21 anos, viajou com o pai e a avó para a Alemanha em dezembro para acompanhar os trâmites legais. Ela retornou ao Brasil no início de janeiro, após o fim do prazo de permanência permitido, enquanto os outros parentes continuam no país aguardando definição da Justiça alemã sobre a guarda.

Segundo Larissa, o Instituto Médico Legal alemão informou que o corpo da mãe só poderia permanecer até o dia 12 de janeiro. A demora nos processos burocráticos e a falta de apoio institucional têm agravado o sofrimento da família. Além da dor da perda, os parentes relatam crises de ansiedade e afastamentos do trabalho devido ao impacto emocional. A jovem também destacou que não houve apoio do companheiro alemão da mãe.

Apesar das dificuldades, a campanha segue ativa para garantir que Luciana tenha uma despedida digna e que os familiares possam se reunir em torno da cremação.