Seguro-desemprego é reajustado e passa a pagar até R$ 2.518,65

Já está valendo o reajuste do seguro-desemprego para trabalhadores demitidos sem justa causa. A partir desta semana, o benefício passou por uma atualização de 3,9%, percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024, o que elevou tanto o piso quanto o teto pago aos beneficiários.
Com a mudança, o valor máximo do seguro-desemprego agora chega a R$ 2.518,65, um aumento de R$ 94,54 em relação ao teto anterior. O piso do benefício também foi reajustado e acompanha o novo salário mínimo, passando a ser de R$ 1.621. Os novos valores já estão sendo aplicados para quem recebe o benefício e também para quem está dando entrada no pedido neste momento.
O cálculo da parcela continua sendo feito a partir da média dos três últimos salários do trabalhador antes da demissão. Para quem tinha salário médio de até R$ 2.222,17, o valor corresponde a 80% da remuneração, respeitado o mínimo de um salário mínimo. Trabalhadores com média salarial entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99 recebem uma parcela formada por um valor fixo de R$ 1.777,74, acrescido de 50% do que ultrapassar esse limite. Já quem ganhava acima desse patamar recebe o valor fixo de R$ 2.518,65.
O seguro-desemprego é um direito do trabalhador com carteira assinada dispensado sem justa causa e pode ser pago em três a cinco parcelas, conforme o tempo de serviço e a quantidade de solicitações anteriores. O pedido pode ser feito de forma online, por meio do Portal Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Para ter acesso ao benefício, o trabalhador precisa estar desempregado no momento da solicitação, não possuir outra fonte de renda para sustento próprio e da família e não ter outro vínculo empregatício ativo. O prazo para solicitar o seguro-desemprego varia de sete a 120 dias após a demissão para trabalhadores formaais e de sete a 90 dias para empregados domésticos.
