Casos graves de influenza A crescem no Norte e Nordeste

O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra avanço significativo dos casos graves de influenza A no Amazonas e no Acre. O aumento da circulação do vírus tem elevado as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nessas regiões.
No Nordeste, estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe também registraram crescimento de casos graves, embora ainda sem impacto expressivo nas internações. Já Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam tendência de desaceleração nos registros associados ao vírus.
Em âmbito nacional, o boletim indica estabilidade ou queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A influenza A, embora responsável pelo aumento de internações em alguns estados, mantém baixa incidência na maior parte do país.
A análise mostra que crianças pequenas concentram a maior parte dos casos de SRAG, enquanto os óbitos se dão principalmente entre idosos. Quando se trata de SRAG causada por Covid-19 ou influenza A, a incidência é maior entre crianças e idosos, mas a mortalidade é mais acentuada na população idosa.
Três capitais aparecem em situação de alerta ou risco elevado: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA), todas com tendência de crescimento no longo prazo.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas, os casos positivos de SRAG foram distribuídos da seguinte forma:
- 21,9% influenza A
- 3,1% influenza B
- 6,9% vírus sincicial respiratório (VSR)
- 36% rinovírus
- 14,8% Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre as mortes, a influenza A respondeu por 29,8% dos registros, enquanto a Covid-19 foi responsável por 38,8%. O levantamento utiliza dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 10 de janeiro, referentes à primeira semana epidemiológica de 2026.
