Polícia encontra quase uma tonelada de pólvora em fábrica clandestina no Agreste

A Polícia Civil apreendeu quase uma tonelada de pólvora em uma fábrica clandestina localizada às margens da PE-95, na entrada de Riacho das Almas. O material era produzido de forma caseira e, segundo a investigação, seria usado na fabricação de explosivos e munições para armas de fogo. A operação contou com a participação do BOPE e do Instituto de Criminalística, responsáveis pela remoção e pela incineração do produto, devido ao alto risco de explosão.
As investigações começaram após denúncias envolvendo um empresário de Cumaru, que utilizava dinamites para explodir pedras. Em uma dessas explosões, fragmentos atingiram um veículo, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. A partir daí, surgiram indícios de que a pólvora usada nas detonações estaria sendo comprada de forma ilegal nessa fábrica.
No local, os policiais encontraram também mais de dez armas de fabricação caseira, além de munições, chumbo, espoletas, carregadores e equipamentos usados na produção do material. Parte das munições, segundo a polícia, teria sido adquirida legalmente e depois revendida de forma irregular. Para os investigadores, a situação representava uma “tragédia anunciada”, já que havia risco constante de explosão, inclusive com uso de fogo próximo ao material altamente inflamável.
O responsável foi detido em flagrante, e o material apreendido começou a ser incinerado ainda nesta terça-feira, em uma operação considerada delicada devido à grande quantidade de pólvora encontrada.
