Terminal aposta em modelo multifuncional para ampliar uso da Transnordestina

O Terminal Logístico de Iguatu (TLI), primeiro terminal privado em construção na malha da Transnordestina no Ceará, quer ir além do modelo tradicional de transporte ferroviário. Enquanto a Transnordestina Logística S.A. oferece a contratação de vagões individuais, o terminal aposta em um formato mais amplo, atuando como operador logístico, prestador de serviços e também como fornecedor de cargas para o mercado regional.
O terminal poderá receber e descarregar trens, gerenciar a cadeia logística com entrega final por rodovia, oferecer espaços de armazenagem e até comprar produtos para revenda em Iguatu. A proposta é criar um “cardápio” de serviços que permita atender desde grandes empresas até pequenos e médios clientes, inclusive aqueles que precisem movimentar apenas um vagão.
Com essa estrutura, o TLI pretende facilitar a distribuição de cargas, reduzir custos e ampliar o acesso ao transporte ferroviário. A ideia é que o terminal funcione também como regulador de estoques para o Ceará, podendo trazer grãos e outros produtos para abastecer o mercado local em períodos de escassez. A inauguração está prevista para o fim de maio, e o contrato com a Transnordestina prevê a movimentação inicial de cerca de 20 mil toneladas por mês de grãos e farelo.
