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Cem municípios concentram quase 78% da arrecadação tributária no Brasil


  • 17 de fevereiro de 2026 às 18h25min

Estudo da Receita Federal mostra forte concentração em cidades com polos industriais e empresariais; São Paulo lidera com quase um quarto do total nacional. (Foto: Laís Florêncio/Reportagem Cidade 99.7)

Apesar de o Brasil ter mais de 5.500 municípios, a arrecadação tributária está concentrada em um grupo restrito de cidades. Levantamento da Receita Federal aponta que apenas 100 municípios responderam, juntos, por 77,6% de toda a arrecadação nacional em 2024.

Essas cidades representam 36,4% da população brasileira, o que evidencia que o peso da arrecadação está mais ligado à atividade econômica do que ao número de habitantes. Entre os dez primeiros colocados, o montante somado chega a R$ 1,9 trilhão. São Paulo lidera o ranking com R$ 581,2 bilhões, quase um quarto do total nacional.

Ranking dos dez municípios com maior arrecadação em 2024:

  • São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
  • Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
  • Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
  • Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
  • Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
  • Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
  • Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
  • Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
  • Campinas (SP): R$ 26 bilhões

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o estado de São Paulo se destaca não apenas pela população, mas pela força industrial e comercial. Municípios como Barueri e Osasco aparecem no topo por abrigarem sedes de grandes empresas e centros logísticos.

No recorte regional, o Sudeste concentra 53% da arrecadação nacional, seguido pelo Sul, com 26%. Juntas, essas regiões respondem por 79% do total. Municípios de médio porte com polos industriais, como Joinville (SC) e Caxias do Sul (RS), superam capitais do Norte e Nordeste em volume arrecadado.

A Reforma Tributária deve alterar esse cenário. A partir de 2033, o modelo de cobrança passará da “origem” para o “destino”, privilegiando regiões consumidoras. Com isso, Norte e Nordeste tendem a ampliar sua participação, promovendo maior equilíbrio federativo.