Cem municípios concentram quase 78% da arrecadação tributária no Brasil

Apesar de o Brasil ter mais de 5.500 municípios, a arrecadação tributária está concentrada em um grupo restrito de cidades. Levantamento da Receita Federal aponta que apenas 100 municípios responderam, juntos, por 77,6% de toda a arrecadação nacional em 2024.
Essas cidades representam 36,4% da população brasileira, o que evidencia que o peso da arrecadação está mais ligado à atividade econômica do que ao número de habitantes. Entre os dez primeiros colocados, o montante somado chega a R$ 1,9 trilhão. São Paulo lidera o ranking com R$ 581,2 bilhões, quase um quarto do total nacional.
Ranking dos dez municípios com maior arrecadação em 2024:
- São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
- Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
- Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
- Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
- Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
- Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
- Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
- Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
- Campinas (SP): R$ 26 bilhões
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o estado de São Paulo se destaca não apenas pela população, mas pela força industrial e comercial. Municípios como Barueri e Osasco aparecem no topo por abrigarem sedes de grandes empresas e centros logísticos.
No recorte regional, o Sudeste concentra 53% da arrecadação nacional, seguido pelo Sul, com 26%. Juntas, essas regiões respondem por 79% do total. Municípios de médio porte com polos industriais, como Joinville (SC) e Caxias do Sul (RS), superam capitais do Norte e Nordeste em volume arrecadado.
A Reforma Tributária deve alterar esse cenário. A partir de 2033, o modelo de cobrança passará da “origem” para o “destino”, privilegiando regiões consumidoras. Com isso, Norte e Nordeste tendem a ampliar sua participação, promovendo maior equilíbrio federativo.
