INMET alerta para risco de falta de água no solo no Nordeste e Sudeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou o Boletim Agroclimatológico Mensal com projeções para o trimestre de fevereiro a abril de 2026. O documento aponta que produtores do Nordeste e do Sudeste devem se preparar para enfrentar déficit hídrico, com redução das chuvas e baixa umidade do solo.
O estudo, elaborado em parceria com o CPTEC/INPE e a Funceme, mostra que o cenário é mais crítico no Nordeste. Em áreas como o Vale do São Francisco e o nordeste da Bahia, os volumes de chuva podem ficar até 200 milímetros abaixo da média histórica. Nessas regiões, o armazenamento hídrico do solo deve permanecer abaixo de 30%, comprometendo o desenvolvimento de culturas como milho e feijão.
Já no Sudeste, a previsão também indica chuvas abaixo da média, o que pode impactar lavouras e pastagens.
Por outro lado, a Região Norte deve manter condições favoráveis, com níveis de umidade superiores a 80% em grande parte do território, beneficiando culturas como mandioca, banana e cacau. Apenas o extremo norte do Amazonas e Roraima devem registrar déficits mais significativos, que tendem a diminuir em abril.
No Maranhão, norte do Piauí e oeste da Bahia, o quadro é mais positivo: a umidade do solo deve superar 60%, favorecendo a produção agrícola no MATOPIBA e garantindo vigor às pastagens.
