Pernambuco registra 57 homicídios no carnaval e recebe mais de 2,8 milhões de turistas

Pernambuco registrou ao menos 57 homicídios durante os seis dias de carnaval, entre 12 e 17 de fevereiro de 2026. Os dados preliminares foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo governo do estado, em coletiva de imprensa. Segundo a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), o número é o menor da série histórica iniciada em 2004, embora ainda possa sofrer atualização após o encerramento das investigações.
De acordo com a Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística da SDS, o índice deste ano ficou abaixo dos registrados em carnavais anteriores. Em 2025, por exemplo, o balanço inicial também apontou 57 mortes violentas, mas o total foi posteriormente revisado para 60. A pasta destacou que mantém monitoramento contínuo das ocorrências em todo o estado durante grandes eventos.
Na área do turismo, levantamento preliminar da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) aponta que mais de 2,8 milhões de visitantes passaram por Pernambuco na folia. Segundo o governo, cerca de R$ 3,7 bilhões circularam na economia estadual, enquanto R$ 82,8 milhões foram investidos nas áreas de cultura e turismo. No Aeroporto Internacional do Recife, foram registrados 502.205 passageiros, crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior.
O festival Pernambuco Meu País foi o principal eixo da programação oficial, com shows no Recife e em Olinda, além de polos descentralizados em cidades como Bezerros, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata e Triunfo. Na saúde, foram contabilizados 5.798 atendimentos assistenciais e distribuídos mais de 1,6 milhão de preservativos externos, além de ações de vigilância sanitária e prevenção.
As áreas de Direitos Humanos e da Mulher também realizaram campanhas educativas e atendimentos nos polos festivos, com foco no combate ao racismo, à discriminação e à violência de gênero. O governo avaliou que o carnaval de 2026 consolidou a festa como um dos maiores eventos culturais do país, com impacto significativo na economia e na rede de serviços públicos.
Por Millena Galvão
