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Saúde

Estudo aponta que imposto sobre ultraprocessados pode evitar 236 mil mortes no Brasil


  • 20 de fevereiro de 2026 às 08h33min

Pesquisa indica que aumento de 50% no preço desses produtos reduziria casos de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. (Foto: Freepik)

Um aumento de 50% no preço dos alimentos ultraprocessados poderia evitar até 236 mil mortes no Brasil entre 2024 e 2044, além de impedir cerca de 1,8 milhão de novos casos de doenças crônicas no período. A estimativa faz parte de um estudo publicado na American Journal of Preventive Medicine, que analisou diferentes cenários de tributação para esses produtos no país. Atualmente, 57% dos adultos brasileiros vivem com sobrepeso, e a projeção indica que esse índice pode chegar a 75% até 2044 caso não haja mudanças.

A pesquisa utilizou modelagem matemática com base em dados nacionais de consumo alimentar e saúde populacional. A partir da chamada elasticidade-preço, que mede o quanto o consumo diminui quando o valor aumenta, os pesquisadores projetaram impactos graduais na redução do peso médio da população e, consequentemente, na incidência de doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, doença renal crônica e alguns tipos de câncer. No cenário de maior taxação, a prevalência de excesso de peso cairia para 50%.

O estudo considerou apenas doenças mediadas pelo índice de massa corporal elevado, o que torna as estimativas conservadoras. Segundo os autores, o impacto real pode ser ainda maior, já que os ultraprocessados também estão associados a riscos à saúde independentemente do ganho de peso. No Brasil, cerca de 20% das calorias consumidas vêm desse grupo de alimentos, percentual que é ainda mais alto entre crianças e adolescentes.

O debate ocorre em meio à aprovação do Imposto Seletivo, que entrará em vigor a partir de 2027 e incidirá sobre produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas. A categoria ampla de ultraprocessados ficou de fora da medida. Para os pesquisadores, a tributação pode funcionar como instrumento de prevenção, reduzindo não apenas mortes e doenças, mas também os custos do sistema de saúde ao longo das próximas décadas.

Por Millena Galvão