Ovos de Páscoa devem ficar mais caros em 2026

Com a proximidade da Páscoa, celebrada neste ano em 5 de abril, o consumidor já encontra preços mais altos para ovos de chocolate. Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o chocolate em barra e bombons acumulou alta de 24,77% no país, segundo o IPCA divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do mercado é de que os valores da Páscoa 2026 fiquem, em média, acima dos praticados no ano passado, mesmo com a recente queda na cotação internacional do cacau, com reajustes que em alguns casos passam de 20%.
O encarecimento é resultado do custo da matéria-prima aliado a despesas industriais, energia, frete e embalagens. No caso dos ovos de Páscoa, pesam ainda os gastos com logística, marketing e a concentração de demanda em um curto período. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) atribui parte da alta ao impacto do fenômeno El Niño nas lavouras africanas em 2024, que afetou Gana e Costa do Marfim, responsáveis por cerca de 60% da produção mundial, gerando um déficit estimado em 700 mil toneladas. Outros insumos, como leite, açúcar, frete refrigerado e a variação do dólar, também influenciam na formação dos preços.
Embora a tonelada do cacau tenha recuado para cerca de US$ 3.100 na Bolsa de Nova York, após atingir US$ 11 mil no auge da crise, a redução ainda não foi totalmente repassada ao consumidor, já que estoques e contratos foram fechados quando as cotações estavam mais elevadas. Apesar do cenário de preços pressionados, a indústria projeta crescimento nas vendas, impulsionado pela estabilidade econômica e pela taxa de desemprego em 5%.
Para economizar, a orientação é comparar o preço por grama, pesquisar em diferentes canais de venda e antecipar a compra, além de considerar alternativas como barras e caixas de bombom.
