Após o Carnaval, casos de infecções respiratórias crescem no país

Quem aproveitou intensamente o Carnaval pode sentir os efeitos dias depois. Dor de garganta, sintomas gripais e até infecções gastrointestinais têm sido relatados com mais frequência nas semanas seguintes à festa. Nas redes sociais, o quadro ganhou o apelido de “gripe vampirinha”, em referência à cantora Ivete Sangalo, mas o aumento dos casos é real e preocupa autoridades de saúde.
De acordo com o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, houve crescimento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em diversas regiões do país, impulsionado principalmente pelo rinovírus e pelo vírus sincicial respiratório. Estados como Goiás, Sergipe e Rondônia apresentaram nível de alerta com tendência de aumento no longo prazo, considerando o período de 15 a 21 de fevereiro. O vírus influenza A também registra alta em algumas áreas.
Especialistas explicam que a combinação de pouco sono, desidratação, consumo excessivo de álcool, alimentação irregular e exposição prolongada a aglomerações favorece a queda da imunidade. O contato físico frequente e, em alguns casos, relações sexuais sem proteção também aumentam o risco de transmissão de vírus e outras infecções. Após alguns dias nesse ritmo intenso, o organismo tende a reagir, surgindo sintomas como gripe, herpes, sinusite e viroses.
As infecções gastrointestinais também são comuns nesse período. A transmissão pode ocorrer pela ingestão de água ou alimentos contaminados, especialmente frutos do mar mal preparados, além do contato com água imprópria para banho ou superfícies contaminadas.
A recomendação para quem apresenta sintomas é priorizar o repouso e evitar contato com outras pessoas. Caso precise sair, o uso de máscara e a permanência em locais ventilados ajudam a reduzir a transmissão. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel continua sendo uma das principais medidas preventivas.
A vacinação contra a gripe também é fundamental. Como o vírus influenza sofre mutações frequentes, as vacinas são atualizadas anualmente para proteger contra as cepas mais circulantes. Manter o calendário vacinal em dia é a forma mais eficaz de reduzir o risco de complicações.
Por Millena Galvão
