Fim da patente do Ozempic pode reduzir preços e abrir espaço para genéricos no Brasil

A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, chega ao fim nesta semana no Brasil. Com o término da exclusividade, outras empresas poderão produzir e comercializar versões genéricas ou similares do medicamento, desde que recebam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Atualmente, esses medicamentos são fabricados pela farmacêutica Novo Nordisk e são utilizados principalmente no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A legislação brasileira permite que medicamentos inovadores tenham proteção de patente por até 20 anos, período em que apenas a empresa responsável pelo desenvolvimento pode comercializar o produto.
Com o fim da patente, especialistas esperam aumento da concorrência no mercado e possível redução dos preços. Pela legislação, os medicamentos genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que o remédio de referência, embora estudos indiquem que, na prática, a redução pode chegar a cerca de 59%.
A queda nos preços também pode ampliar o debate sobre a oferta desses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde informou que solicitou prioridade na análise de registros de medicamentos com semaglutida e liraglutida, usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Por Millena Galvão
