“É uma história universal, a gente sai do cotidiano e vai para o extraordinário”, diz Beth Goulart sobre a Paixão de Cristo

A atriz Beth Goulart e o ator Carlo Porto, que interpretam Maria e Herodes na temporada 2026 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, destacaram a intensidade e a dimensão simbólica do espetáculo durante entrevista concedida à jornalista Renata Torres, no Podcast da Paixão, exibido no programa Manhã Cidade desta quarta-feira (1º).
Vivendo uma das personagens mais emblemáticas da história, Beth Goulart definiu a experiência como transformadora e ressaltou o caráter atemporal da narrativa. “A gente sai da nossa contemporaneidade, da nossa vida cotidiana, e entra numa história atemporal, numa história universal. A gente sai do normal e vai para o extraordinário”, afirmou.
A atriz também destacou a profundidade da personagem Maria e a conexão pessoal que mantém com ela desde a infância. “Eu sempre oro para Maria e tenho uma relação com ela desde que nasci. Quando olho para Maria, vejo a minha mãe, a minha avó, vejo todas as mulheres do mundo”, disse. Segundo Beth, o papel também traz reflexões importantes sobre o momento atual. “Estamos vivendo um momento em que a mulher sofre ataques violentíssimos. É preciso valorizar a presença do feminino em todos nós”, pontuou.

(Foto: Reportagem Cidade 99.7)
Ao falar sobre a construção da personagem, ela ressaltou a dimensão emocional e simbólica da mãe de Jesus. “Maria representa a força do sutil. Ela vive a dor, mas também a aceitação, o perdão e o propósito. É uma missão de uma dimensão imensa”, declarou.
Já Carlo Porto, que dá vida ao rei Herodes, explicou o desafio de interpretar um personagem tão distante de sua personalidade. “Eu sou um cara simples, mas o palco é o lugar onde eu me permito. É onde eu acesso sentimentos que não me servem na vida, mas que servem na arte”, afirmou. O ator também destacou o contraste entre seu personagem e a mensagem central do espetáculo. “Herodes faz o contraponto do amor. Ele acredita no poder. E isso é totalmente atual. Estamos falando da nossa história hoje”, disse.
Sobre a experiência em Nova Jerusalém, Carlo enfatizou o caráter imersivo da preparação. “São praticamente 15 dias de imersão. É quase um retiro. A gente respira só isso e entende a magnitude dessa história que está contando”, relatou. Ao final da entrevista, Carlo Porto fez questão de elogiar a recepção no estado. “Eu não sabia que o povo pernambucano era tão hospitaleiro. A gente sente isso desde o primeiro dia”, disse.
