Reajuste no querosene pressiona setor aéreo

A Petrobras confirmou nessa quarta-feira (1º) um aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), medida que já preocupa companhias aéreas e consumidores. O combustível passa a custar R$ 5.495,30 por metro cúbico, após reajuste autorizado nas refinarias do país.
Segundo a estatal, a alta reflete o aumento do petróleo e derivados no mercado internacional, impulsionado pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Em março, o QAV já havia sofrido reajuste de 9,4%.
Com o novo valor, o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A entidade alerta para “consequências severas” na abertura de rotas e na oferta de serviços, com risco de encarecimento das tarifas e redução da conectividade.
A Abra, que controla Gol e Avianca, estima que cada aumento de US$ 1 por galão no preço do QAV pode gerar alta de aproximadamente 10% nas passagens. A Azul, por sua vez, já anunciou reajuste médio de 20% nos bilhetes em março e prevê reduzir em 1% a oferta de voos domésticos no segundo trimestre.
