Reconhecimento facial amplia público nos estádios e reforça segurança

O reconhecimento facial passou a ser obrigatório para entrada em estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas no Brasil e já apresenta impactos no público e na segurança das arenas. A medida está prevista na Lei Geral do Esporte e substituiu o ingresso físico pela biometria facial, cadastrada no momento da compra da entrada. O sistema impede o compartilhamento de ingressos, reduz fraudes e agiliza a entrada dos torcedores.
O Allianz Parque, em São Paulo, foi o primeiro estádio do mundo a adotar a tecnologia em todos os acessos, ainda em 2023. Segundo empresas responsáveis pelo sistema, a velocidade de entrada do público aumentou quase três vezes e o número de sócios-torcedores cresceu cerca de 30%. Também houve aumento da presença de famílias nos estádios, com crescimento de mulheres e crianças nas arquibancadas.
Além da praticidade, o reconhecimento facial também reforça a segurança. Os sistemas são integrados ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, permitindo a identificação de pessoas procuradas pela Justiça. Em nível nacional, a iniciativa faz parte do projeto “Estádio Seguro”, desenvolvido pela Confederação Brasileira de Futebol em parceria com os ministérios do Esporte e da Justiça.
Apesar das vantagens, especialistas e organizações civis levantam preocupações sobre privacidade e uso de dados pessoais, além de possíveis erros de identificação e vieses raciais nos sistemas de reconhecimento facial. Mesmo com as críticas, a tendência é de expansão da tecnologia para shows, eventos e outros locais com grande circulação de público.
Por Millena Galvão
