Casos de tuberculose seguem elevados em Pernambuco

Pernambuco contabilizou 6.045 casos de tuberculose em 2025, número muito próximo ao registrado no ano anterior (6.152). Os dados, divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, ainda são parciais e podem crescer, já que as notificações continuam sendo atualizadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Os sintomas iniciais podem passar despercebidos: tosse persistente por mais de duas semanas, perda de peso sem explicação, febre baixa e fraqueza. Em estágios avançados, a doença pode causar sangramentos devido à necrose do tecido pulmonar. O diagnóstico pode ser feito por exames de escarro ou, em casos específicos, por endoscopia respiratória.
Grupos mais vulneráveis — como idosos, crianças, pessoas com HIV, diabetes ou em tratamento contra câncer — estão entre os mais atingidos. Condições sociais precárias também favorecem a transmissão. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo SUS, o abandono terapêutico ainda é um desafio, já que o processo dura cerca de seis meses e pode provocar efeitos colaterais.
Para reduzir os índices, especialistas defendem campanhas educativas, fortalecimento da atenção básica e monitoramento rigoroso dos pacientes, com exames periódicos e acompanhamento clínico. A tuberculose, reforçam, exige vigilância constante e políticas públicas eficazes para conter sua persistência no estado e no país.
