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Violência contra a Mulher

Estudo revela falhas na proteção contra feminicídios


  • 8 de abril de 2026 às 07h42min

Agressores acumulam denúncias antes do crime; vítimas morrem quase três anos após primeira queixa. (Foto: Reprodução)

Um levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que homens que cometem feminicídio no Brasil já tinham, em média, dois boletins de ocorrência registrados contra eles antes do assassinato. Os dados evidenciam a fragilidade da rede de proteção às mulheres, mesmo após denúncias formais.

Segundo o estudo, as vítimas são mortas, em média, 33 meses após o primeiro registro policial. Em 20% dos casos, o crime ocorre em até dois anos da primeira denúncia. Além disso, 13% das mulheres assassinadas já haviam procurado a polícia ao menos uma vez.

A pesquisa reforça que o feminicídio não é um ato isolado, mas resultado de um ciclo de violência recorrente e conhecido pelas autoridades.