Raios triplicam em Pernambuco no início de 2026

O início de 2026 tem sido marcado por um céu mais agressivo em Pernambuco. Dados da Neoenergia Pernambuco, com base em informações do Climatempo, revelam que entre janeiro e março foram registradas 124.109 descargas atmosféricas — um salto de 284% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 43.688 ocorrências.
O comportamento foi irregular ao longo dos meses. Janeiro apresentou queda, com 10.508 raios contra 32.161 em 2025. A virada veio em fevereiro, quando os registros saltaram de 3.107 para 76.113, um aumento de 2.450%. Em março, o avanço também foi expressivo: de 6.395 para 35.462 descargas, alta de 555%. A combinação de calor intenso e chuvas concentradas criou o cenário ideal para a multiplicação dos fenômenos.
Os impactos chegaram à capital. Na madrugada da última terça-feira (7), um raio atingiu uma linha de transmissão da Neoenergia no Recife, provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros como Tejipió e Ibura. O serviço foi restabelecido apenas no fim da manhã, após reconstrução da rede.
Segundo o superintendente técnico da Neoenergia Pernambuco, André Santos, os raios são uma das principais causas de desligamentos durante o período chuvoso. “São descargas de alto poder destrutivo, capazes de danificar equipamentos e estruturas em segundos. Por isso, trabalhamos com monitoramento em tempo real e protocolos rigorosos para garantir respostas rápidas”, afirmou.
No interior, Ouricuri lidera o ranking com 6.180 raios, seguido por Araripina (5.487) e Serra Talhada (5.367). Petrolina também registrou forte aumento, com 4.336 ocorrências, enquanto Caruaru saltou de 27 para 203. Já Garanhuns foi exceção, apresentando queda de 453 para 182 registros.
