Casas noturnas e bares de SP reforçam protocolo contra violência sexual

Ambientes de lazer e entretenimento em São Paulo têm adotado medidas de proteção contra a violência sexual após a ocorrência de diversos casos em bares, restaurantes e casas noturnas. Em 2023, foram registrados pelo menos 100 estupros nesses locais — média de um a cada três dias. Neste ano, a Secretaria da Segurança Pública já contabiliza 14 ocorrências.
Para enfrentar o problema, estabelecimentos passaram a aderir ao protocolo “Não se Cale”, que orienta funcionários a identificar situações de risco e acolher vítimas de importunação ou abuso. Cartazes informativos foram fixados em salões e banheiros, e mais de 100 mil profissionais — entre garçons, seguranças e recepcionistas — receberam treinamento específico, segundo o Procon-SP.
O protocolo prevê a retirada imediata da vítima da situação de assédio e o encaminhamento seguro para casa ou para a polícia. Em um bar da zona sul da capital, por exemplo, funcionários impediram que um homem acompanhasse uma jovem alcoolizada ao banheiro e garantiram sua saída segura do local.
Além dos casos de assédio, há registros de crimes envolvendo adulteração de bebidas com substâncias sedativas, prática conhecida como “boa noite, Cinderela”. Recentemente, câmeras de segurança flagraram uma jovem desacordada sendo deixada na rua, sem bolsa e parcialmente despida, após aceitar um drink oferecido por um desconhecido.
